01 October 2008

Tenho novo encarregado de educação! - Parte 2

Opá, que fixe!!!
São umas atrás das
outras!

Agora, preocupado com a minha condição física e financeira (penso eu) diz que devo controlar nas pausas a meio do dia.
Eu bem sei que o tabaco me faz mal e que se puder gastar só 0,10€ no refeitório não deveria continuar a gastar 0,55€ para ir beber um café no snack lá em baixo mas.... foda-se, há limites não?! Já tenho (quase) 32 anos e conheço bem quais são os meus!

Qual vai ser a próxima?
"Aconselharem-me" a meter uma arrastadeira do cú para não gastar os sapatos nas idas ao WC?

29 September 2008

Conversas à hora de almoço - Parte 2

A CIA anda a fazer-se de esquisita e, agora que o namorado até é um empresário de sucexo e está cheio de, digamos, preocupações e contas pra pagar, trocou-me para, nas horas de almoço, dar (penso eu) uma mãozinha na chafarica do mais que tudo.
Por mim é na boa mas, quem ficou a arder foi o tio João, claro, que perdeu a (única) companhia (decente) que tinha para almoçar.

Infelizmente, com ou sem CIA, há coisas que nunca mudam e as conversas à hora de almoço, essas, ali,
continuam a ser a mesma (merda) de sempre. O pior é que sem companhia, o meu ouvidinho, acaba por tropeçar aqui e ali nas conversas das senhoras que estão nas mesas do lado e por vezes fica por lá só para apreciar a quantidade de coisas que às vezes as pessoas dizem...sem se aperceberem.

A última, foi digna do momento "Gina" do dia. Ora vejamos:

"...fiquei toda aberta..."
"...Nem sequer me lavava (...) dava-lhe assim só com o chuveiro por baixo..."
"...esguichar o leite..."
"...andei a pingar durante um mês..."
"...Eu (…) apertava as mamas (...) e massajava o caroço (...) para estimular o leite..."
"...nem me tocava..."

Felizmente, apesar do esforço que fiz para comer o mais rápido que pude (e poder ver-me livre das bonitas imagens que, ajudadas pela jogo de mãos de cada uma, se faziam na minha cabeça) consegui acabar ainda a tempo de perceber que o tema da conversa era o período pós-parto de cada uma …. Menos mal mas, ainda assim, uma bela conversa pra se ter ao almoço!

10 September 2008

Tadinhas...

Olá! E então? Como é que vai a vidinha?
Pois é, pois é… está frescote, e tal, e pelos vistos este ano o Verão foi novamente de férias, no Verão.... e p'la chuvinha que tem caído... ui ui! Deve ter ido para bem longe mas, enfim é o que temos.

Não fosse a minha internet tão, digamos que, pequenina e me limitasse à consulta diária deste e daquele site e talvez nem tivesse reparado no, sei lá, flagelo que parece estar a atingir a generalidade das mulheres.

Chega a dar pena o azar que atinge o chamado sexo fraco - não o de um (sexo) que tenha a mola partida - o outro! O azar que, de um modo geral, atinge as mulheres.

Com frequência (nos sítios por onde passo) leio coisas que levam a minha imaginação a deambular em conversas do género: "... já viste, ó não-sei-quantas, não compreendo como é que ele é tão, incessível e.... estúpido e.... e.... e.... incessível, também ....dei-lhe todas as oportunidades e mais algumas… e ele nunca as aproveitou..."

Pois é, dá vontade de chorar não é... mas a mim, só um bocadinho, confesso, porque também me custa que, tadinhas, como dizem, sejam tão mal tratadas pelo, vá lá, sexo forte – o homem!
E depois é sempre no meio destas lamentações - frases feitas, diria eu, mas sempre com enorme potencial numa qualquer conversa a duas - que (elas) se enchem de moral e, Donas-da-Razão como se acham, se sentem as maiores vítimas tudo e de todos.

"... já viste ó "coisinha", tudo me acontece... eu que até sou uma pessoa que:
- dou tudo de mim...
- nunca digo que não
- me prejudico sempre para ver todos bem...
- sou sempre quem abdica em tudo...
- etc, etc, etc
... e, mesmo assim, tudo me tem acontecido... Não mereço!..."


Uhhhh, pois... como é que hei-de dizer isto, sem que susceptibilidades sejam feridas?
Eu diria que, vá lá, onde há fumo, há fogo!
Já pensaram que se fossem assim tãaaaaaaao boazinhas como apregoam, talvez não vos acontecesse metade daquilo de que se queixam. ahm?! Pensem nisso!

Por outro lado também há aquele ditado que diz que "a culpa não morre solteira" e se isso for mesmo verdade, como eu acredito que seja, já é um grande indício de que vocês, mulheres, não têm nem mais nem menos razão de queixa que nós, falam é (muito) mais!

Talvez se não falassem tanto.... não sei não... mas enfim, era só uma sugestão.

Mas se também há as que falam por falar, outras há que, quando deviam falar, preferem ficar caladinhas.
Ou seja, precisamente o inverso das primeiras tal como uma que se viu ainda há pouco no novo programa da SIC em que o gajo dela (supostamente) ligado a um polígrafo respondia a cenas, tipo, fdds… e que mesmo após de ter "assumido" frente à sua "companheira" que pagara para ter sexo recentemente, e que já lhe tinha sido infiel por mais de uma dezena de vezes e nem sequer usava preservativo nessas relações, motivou o aplauso geral da plateia (incluindo dela própria) pois o polígrafo ia confirmando uma a uma todas as “confissões” dele, permitindo que ambos (os dois, claro) saíssem dali contentinhos da vida não só por terem passado um excelente serão na companhia da Tia Teresa como também com um belo dinheirinho no bolso. Mais um belo programinha bem representativo da mediocridade de certas mentes.

Enfim, depois não se queixem novamente com o filme das coitadinhas porque em ambos os casos…”cada um colhe o que semeia”… e se é disso que querem comer…

20 May 2008

Pão com azeitonas

Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será

Oláaaaaa!!! Então? Estão bonzinhos e boazinhas? Essa saudinha, ãh?
Isso é que é preciso!

Hoje decidi escrever... et voilá! Cá estou eu, qual D. Sebastião, aparecido do meio do nevoeiro. Muito mais fácil e nem foi preciso esperar que o tempo fizesse uma das suas gracinhas.
Já se sabe que só tenho por hábito passar por aqui quando a vida não me corre bem... ou para me lamentar de qualquer coisa. Mas hoje faço-o, ou "fácio" (para quem tiver maiores dificuldades na interpretação da língua Portuguesa falada/escrita - cá estou eu a fazer serviço público) porque assim me apetece. Porque tenho muita vontade...e saudades também.

"...hummm mas não é para te lamentares pois não?..." perguntou-me logo, com aquele ar terno, e meio preocupado, que a caracterizam.
Não, respondi-lhe!

Hoje apetece-me escrever sobre nós!

Porquê? Não sei. Apetece-me!
Vinha a caminho de casa e tive um acesso de, sei lá, receio ou mesmo medo.... e isso lembrou-me de uma vez a Tia Pat ter escrito que Os ex-namorados são como o Mcdonalds... porque “...sabemos que fazem mal, mas continuamos a ir comer lá..."
Quem sou eu para dizer o contrário! Tudo isto, também a mim, na altura, me pareceu ser uma das maiores verdades... Também eu, no passado, cometi o erro e pior que isso, voltei a fazer dum menu do “de-vez-em-quando” as minhas refeições diárias... mesmo sabendo que me fazia mal, mesmo tendo a (in)consciência que não era disso que “tinha forme”. Mas a verdade é que, andei a comer mal durante muito tempo e essas coisas deixam as suas marcas. A PDI ja não perdoa e hoje só tenho a lamentar.... a minha estupidez e todo o tempo que perdi a olhar para um menu que, hoje, só de pensar.... me dá vómitos!
Mas aprendi... aprendi que o tempo não pára, nem mesmo para que possamos petiscar aqui ou ali e conseguir decidir qual restaurante nos agrada mais... E, convenhamos, petiscar, para mim, sempre foi sinónimo de “caracolada”, e por isso foi com relativa facilidade que, depois de ter optado por deixar de comer fast-food, mais rápidamente me saciava em casa a comer bolachas do que numa tasca a comer uma outra “coisa-qualquer”.

E foi assim, depois do passado me ter feito recuar 2 anos, que volto de novo ao presente com a felicidade de nunca me terem faltado as bolachas e por ter voltado a comer bem e até estar a engordar... e mais ainda por em “terras de planícies e calmaria” não haver nenhum Mc Donalds.

N.A. - propositadamente neste texto algumas coisas ficaram por dizer porque "essas" Só Nós Dois É Que Sabemos

10 May 2008

Eu vou!


01 April 2008

10 March 2008

Post com dedicatória, e tudo!

É um facto que quando a vidinha me corre de feição, a inspiração foge-se-me para outras coisas e acabo por me sentir desinspirado para estes lamentos habituais - entenda-se escrever na porra do blog. Devo ser como uma boa parte dos poetas (não me querendo comparar, como é obvio) que precisa estar na merdinha para que a escrita lhe saia de forma fuida e escorreita... assim como quem faz o xixi.

Não posso, porém, deixar de frisar que a vidinha me corre mesmo às mil maravilhas - já ía sendo tempo, não!? - e agora já nem... ken leeeeeee....tulibu dibu douchooooo!

27 February 2008

Infelizmente, a saga continua...

From: Moi meme
To: dsimt@gci.min-financas.pt
Date: 2008/2/28
Subject: NIF: XXXXXXXXX - Esclarecimento sobre imposto automóvel


Exmos Senhores,

No passado dia 15 de Novembro de 2007 o veículo com a matrícula 72-15-PG, de que sou legítimo proprietário, foi-me furtado. De imediato participei a ocorrência à PSP tendo esta procedido à abertura do processo XXXXXXXXXX.
Mês e meio depois, no início de Janeiro de 2008, recebo dos Serviços do Ministério Público uma notificação escrita a dar conta do arquivamento do referido processo, penso eu que, dada a inexistência de provas - também não percebi exactamente o motivo.
Até à presente data, da parte da PSP ou de qualquer outra entidade, não me foi dado a conhecer qualquer diligência que tenha sido realizada no sentido de recuperar o dito veículo.
Infelizmente, até ao momento, o mesmo continua sem aparecer.

Dadas as circunstâncias, contactei o Help Desk dos vossos serviços (707 206 707) no sentido de obter informação sobre a necessidade de pagar o imposto sobre este veículo.
Fui atendido por uma vossa colaboradora que, penso por falta de conhecimentos para prestar convenientemente informação aos contribuintes, teve necessidade de transferir a chamada para alguém mais qualificado - para a Srª A.E.
Lamentavelmente apesar da simpatia, que era mais que muita, a Srª A.E. também não conseguiu dizer melhor do que aquilo que já tinha ouvido da colaboradora que me tinha atendido anteriormente e da qual não me recordo o nome.
Limitou-se insistentemente a dizer que, se o veículo está em meu nome, a responsabilidade do pagamento do imposto era também minha. Até aqui tudo bem! Não contesto minimamente. Sempre fui bom pagador - mesmo ao estado.
A questão que coloquei, e que não me souberam responder convincentemente, foi de que me servia pagar o imposto de algo que não tenho nem posso sequer utilizar. A esta questão as vossas colaboradoras, deram as mais variadas sugestões... e digo sugestões porque em momento algum me foi transmitido algo de concreto, do tipo, baseado na legislação.
Sugeriram "...que eu solicitasse à PSP que fosse apreender a mota..." - se eu soubesse onde ela estava... não precisava da policia para nada, certo? - ou em alternativa "...que me dirigisse às autoridades competentes e pedisse para tirar a mota do meu nome..." - tendo ambas ficado sem resposta quando lhes perguntei se entretanto a mota aparecesse, apesar de já não estar em meu nome, ainda continuava a ser minha... e foram por aí divagando entre uma e outra barbaridade que prefiro sequer não citar.

Desta forma, na impossibilidade de responder às minhas questões, foi-me "sugerido" que "vos" enviasse um mail expondo a (minha) situação - que segundo sei não é certamente a única.
Assim sendo gostaria que me esclarecessem o que devo fazer neste caso concreto, ou seja: Uma vez que não tenho em minha posse um veículo que me foi furtado - e que o estado até sabe disso, pois foi feita uma participação na policia e o próprio ministério público recebeu e já arquivou o processo - tenho ou não a obrigação de pagar o imposto ou apenas o poderei fazer caso o referido veículo volte a aparecer? E, já agora, caso apareça se terei a obrigação de pagar o referido imposto na totalidade ou apenas com base no tempo que estará (sendo optimista) de novo em minha posse.
Agradeço também que me remetam para os artigos da legislação em vigor que apontam para este caso concreto.
Como deverão compreender, é legitimo questionar-me de que serve pagar este imposto sobre um veiculo que não tenho e nem sei se voltarei a ter - até porque chego a duvidar que alguma autoridade "competente" esteja realmente a fazer alguma coisa para que este apareça. Gostaria de sentir que os impostos que tenho pago (atempadamente) também poderiam ajudar as autoridades neste tipo de diligências - dava-me um certo jeito!

Agradeço a atenção dispensada.
JoãoMPenedo

...há 2 anos...

25 February 2008

Tenho novo encarregado de educação!

Epá, que a minha empresa me queira dar um telemóvel de serviço para me contactar a qualquer hora do dia ou da noite (como se eu lhes fosse atender o telemóvel depois das 18h) e que para isso me "obrigue" a assinar um contrato com um determinado operador móvel... sem sequer me informar das condições e tarifários....

...eu ainda aceito - mesmo sendo o (único) responsável pelo pagamento das (minhas) facturas... - "...o tarifário é fixe e tal...", diziam eles - e até é!

...mas, daí a mandar uma carta de aviso para o meu chefe porque me atrasei num pagamento... epá, Puta que os pariu - a todos!

21 February 2008

Respiro fundo, e lembro-me da força!

Fosse eu um gajo normal – que não sou, eu sei - teria motivos mais que suficientes para estar tipo em pânico! Mas a verdade é que nem estou (muito)!
É que a bem dizer o exercício físico, não só o que tenho feito no gym, tem-se acentuado de há umas semanas para cá e, lá está, abre-se-me o apetite mas assim de uma maneira estupida! Até a CIA, que já me conhece há mais de 10 anos, me disse um dia destes à hora do almoço “…fod@-se… – sim, ela também diz fod@-se mas continua a ser uma querida mesmo quando só diz merdassa – tás a comer que nem uma besta…” - E a verdade é que estou mesmo!
Ontem por exemplo, ao jantar, foram (só) 7 iscas (de um tamanho razoável – talvez, sei lá, do tamanho de carcaças, o chamado papo-seco) acompanhas por 10 batatinhas cozidas que mais pareciam bolas de golf e, para rematar, ainda lhe espetei com 2 maças (descascadas pela mamã, claro) – só para aconchegar a barriguinha!
O resultado disto tudo, lá está, já se começa a fazer sentir… e em quilos – 2 pelo menos, quase 3! O que não me preocupa mesmo nada!
A questão que, digamos, me está a dar que pensar (mas só um bocadinho) é que subitamente o meu relógio – o biológico - que sempre teve muito de suíço, anda a baldar-se pra caraças de tal forma que quase parece um daqueles relógios da candonga que se compram na Mouraria aos coisos - atrasa-se, mas que nem uma besta! É, do tipo, de andar a fazer gazeta há coisa de 2 ou 3 dias. Não adianta dar-lhe corda ou trocar-lhe a pilha porque o gajo diz mesmo que não está praí virado – no máximo dá uns segundinhos de vez em quando - o que não é de todo suficiente.
É que se estou a pensar bem, estou mais pesado não por me alimentar melhor ou por andar a fazer (mais) exercício físico mas porque devo ter a chamada acumulação de – pois “d'isso” mesmo!
Resta-me lamentar porque para o voltar a pôr a trabalhar vai ser precisa muita... Força!

14 February 2008

Idade da inocência

O meu sobrinho já tem 5 anos – coisa mai-linda – e hoje disse que tinha de levar um ramo de flores para o colégio para oferecer à sua mais que tudo… tal como fez o tio - ops! - quer dizer, como o tio lhe disse que teria de fazer... Assim é que é! cof*cof

Sim mas, e o rastilho?!?!?

Pois que fiz como o Cristiano Ronaldo e, tal como já tinha ameaçado, saí do colchão e pus-me a mexer! A dar o chamado “rendimento”!
A questão aqui é que – well, as questões são mais que muitas mas… - já passaram 3 dias e (ainda) estou assim, tipo, que nem me mexo! Quer dizer, os dedinhos, esses, já os vou mexendo mas ainda é algo que requer muita concentração e algum espírito de sacrifício.
Para ser sincero, nunca imaginei que pudesse ter tanto músculo que desconhecia, ou que pelo menos no meu corpinho, nunca se tinha sequer manifestado desta forma - aos Gritos! Dasse!
Ah e tal “…é natural que sintas uma moinha…” nos primeiros dias mas isso passa-te! Ah ya, obrigadinho pelo aviso – até és um porreiro apesar de teres essa cara de mongolóide e estares mais insuflado que o boneco da Michelin! – mas a questão aqui é que as moinhas não são propriamente dores incapacitantes de fazeres as coisas mais banais do dia-a-dia – digo eu! Mamã, Mamã! Já acabei! Podes vir limpar-me o… Pois, é isso! A coisa não está mesmo nada fácil!
A escolha, essa, também não foi nada fácil e depois de muito ponderar para onde iria, digamos que, cansar-me… acabei por decidir inscrever-me num ginásio – ahm, como é que sei diz... – manhoso, é isso!
Sempre imaginei que os ginásios fossem daqueles sítios frequentados por gente mais… sei lá… neste caso menos labrega! É que é só fanã’s que vão para lá ainda com as unhas cheias de pó de cimento ou massa consistente e, ui ui, pelas conversas… farto-me de rir – mas para dentro, claro! – é que de inchado eles também têm bastante e não me dava jeito nenhum uma clavícula ou um bracinho partido.
Mas, para que conste, também há lá muita gaija!!! Mas da chamada “azeiteira” ou “Alzira” o que é sempre um estimulo à vista principalmente quando se está a correr atrás de um cú 16:9 montado no selim de uma bicicleta – que bela imagem!
Portanto, como se vê, acertei em cheio! Mais uma vez tive “dedinho” prá coisa, eu sei!
O que interessa, é que o objectivo de Fevereiro já está cumprido!
E para Março, começamos na natação!

08 February 2008

Prendeu-se-me a sapatilha!

Gosto especialmente do lado - como é que se diz - parvo, das coisas. Gosto de piadas fáceis e dos momentos em que eu sou o único a rir das minhas próprias graçolas - entenda-se: da minha estupidez!
Não me falta sarcasmo nem ironia e tenho sempre a respostas na ponta da língua, até mesmo para as línguas mais afiadas. Mas isto, lá está, no que toca à “converseta” porque quando o tema é coisa séria, há que admiti-lo, o Joãozinho patina um bocado! “Prende-se-me a sapatilha” como aprendi recentemente a dizer!
Chego a ser tão - vá lá, estúpido - ao ponto de uma vez ter perguntado a uma amiga para quê se tinha ido pintar já que estávamos tão atrasados. Respondeu-me que era para "...ficar bonita..."! A primeira, e única, coisa que me ocorreu dizer-lhe com uma resposta daquelas foi: "...porque não ficaste?..."
Tadinha, hoje nem sequer me fala – Nem entendo porquê! Mas tenho (quase) a certeza que não foi por causa deste episódio. Ela, inteligente como é, terá percebido que eu até tinha razão!

Mas, no outro dia, conversa séria e tal, sairam-se-me com isto: "...é tão fácil ser feliz...". Ela, a pessoa, tinha razão (penso eu) e dadas as circunstâncias e tudo aquilo que já andava a ouvir e dizer há umas conversas a essa parte, não me saiu uma única palavra da boca. Prendeu-se-me a sapatilha de tal forma que não consegui mesmo. Talvez tenha conseguido esboçar um "...pois...", como quem diz "...é a vida..." com aquele ar conformado de quem acha que não pode fazer nada para mudar o que quer que seja - e de facto, eu, não pude, nem posso!
Confesso que a minha vontade foi dar-lhe uma galheta e perguntar-lhe... já que é assim tão fácil..."...porque insiste em continuar a não ser?..."
Mas a verdade é que, infelizmente, há pessoas que insistem em valorizar uma mão cheia de coisa nenhuma e quando assim é, não há mesmo nada que se possa fazer. Mais tarde, quando se derem conta disso - quando lhes cair a moeda (mais uma que aprendi), já é tarde demais porque, apesar da vida durar uma vida inteira nunca vai esperar por eles - nós.

Guardo esta imagem como um dos raros momentos de felicidade que vi em tantos anos e tristemente pergunto-me: Porquê tanta vida deitada fora?