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31 January 2008

Voltei a apaixonar-me!

Sim, eu confesso, é mesmo verdade.
Estou novamente de amores. E então? Não posso, é?
Depois do final "trágico" que tive da última vez... acho que já mereço um pouquinho de felicidade, ou não!?
Ando a "namora-la" há uns bons tempos, mas agora o meu interesse é assumid(íssimo).
Adoro-a e sei que ela também há-de gostar de mim... só que à sua maneira!

29 January 2008

from The Moulin Rouge

"...the greatest thing you’ll ever learn is just to love...and be loved in return..."
"...come what may...never fall in love..."

Nenhum sonho na vida nem nenhuma vida de sonho deveriam acabar com uma música assim...

27 January 2008

Ir à bola de (ou com) alguém

Quem sou eu para falar... mas acho que até já posso porque já tenho qualquer coisa a dizer a este respeito e, por isso mesmo, faço-o - ou como às vezes ouço por aí, fácio!

É que faz-me uma espécie de confusão olhar para a grande maioria dos casais que conheço e para aqueles que, apesar de não conhecer, parecem sofrer de um mesmo mal. O comodismo!

A verdade é que quer-me parecer que já ninguém se apaixona de verdade. Que já ninguém quer viver um amor impossível. Ninguém, isto é, excepto uma ou outra pessoa onde eu, claro, tinha de estar incluído. E digo "claro" porque também eu, cada vez mais, pareço ter um dedinho para tudo o que não dá, nem pode dar certo! Ora porque não vão à minha bola, ora porque também eu, uma vez ou outra, não tenha ido à bola de alguém.

Hoje em dia, há muitos e bons casais que namoram, compram casas, fazem todo um emaranhado de planos para um futuro mas, que nunca sequer estiveram verdadeiramente apaixonados. E isto, apesar de me puderem dizer que até pode ser normal, faz-me mesmo confusão. E não estou a falar de nenhum dos casais que concretamente conheço, ãh... por isso não se ponham a desconfiar do gajo ou gaja que têm lá em casa.
A paixão, essa que deveria ser sempre desmedida, por vezes até existe, mas apenas dentro daquilo que lhes é possível.
Os amores de hoje em dia estão nas nossas vidas (as deles) como o fast food. Servem cada vez mais para desenrascar, porque são práticas, cómodas e não se quer que dêem muito trabalho e, lá está, porque não são para comer todos os dias – só muito de vez em quando.

Os casais de hoje, não se entendem! Ou melhor, talvez até se entendam... eu é que talvez não os entenda mesmo!
Será que já ninguém se apaixona verdadeiramente, pergunto eu!? Ainda haverá por aí alguém que aceite viver um amor impossível? Uma saudade sem fim?! A tristeza e o medo de perder alguém que nunca se conquistou??!
Para mim, o verdadeiro amor é, foi, e sempre teve de ser cego, desmedido, doente, sofrido, puro. E não resulta só porque se vai à bola de (ou com) alguém.

Hoje em dia é cada vez mais difícil encontrar alguém, descomprometido, e que esteja disponível para viver o amor de uma vida e, como se já não bastassem todas as dificuldades em encontrar bons parceiros no campeonato dos solteiros – onde me incluo, naturalmente – já nem no mercado das contratações dos casados e enamorados é conveniente tentar contrata-lo.
Cada vez mais se assiste ao "...é assim, porque sim..." porque "...nem eu sei..." ou ao "...estamos porque estamos..." porque muitas vezes nem eu consigo entender o porquê, apesar de muito tentar. E logo eu, que até já devo ter dado destas respostas dezenas e dezenas de vezes, mas que por já não fazerem parte do meu discurso é que me permito agora a falar.
E, lá está, como não formo equipa com jogadores de empréstimo, nem muito menos sou, do tipo, equipa satélite onde se metam a rodar os jogadores menos utilizados pelas equipas grandes... prefiro nem sequer arriscar qualquer contratação nestes campeonatos – ou não, ou não!
Comigo é assim, ou assinam o contrato (zinho) de exclusividade – não tem de ser escrito, naturalmente - ou então não há cá nada para ninguém – é tão fácil falar!

Muitas das vezes é a vida, ou melhor, a vidinha que se leva que acaba por matar um amor. E é no meio dessas mesmas vidinhas que muitas vezes um momento, um olhar ou um dia acaba de vez com esse amor… porque novos amores nos piscam o olho.

É impossível viver sem amor, e amar sem viver – e eu (in)felizmente continuo a acreditar que não há distâncias, ou dificuldades impossíveis de ultrapassar nem amores impossíveis de viver – e até nem é isso que a vida me tem mostrado, mas acreditar não custa!
E, quando "estes" nos batem à porta, então fica bem mais fácil de acreditar que ainda ”…há amores assim…”

23 January 2008

Se dúvidas existissem...

É de facto difícil afirmar o que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos (http://articles.animalconcerns.org/ar-voices/archive/pain.html) feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes. O touro fica com nervos e músculos rasgados, e a quantidade de sangue que perde continuamente enfraquece-o. Não parece ser sensato pensar que isto pode ser agradável para o Touro, ou mesmo indiferente.
O touro, tal como os outros mamíferos, ao ter sistema nervoso central tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. E os sinais exteriores que mostra na arena denunciam essas emoções. Não é portanto razoável aceitar a ideia de que os Touros sofrem pouco numa tourada.

Uma coisa é o instinto de sobrevivência e auto-defesa de um animal, outra é o seu temperamento e personalidade. Embora o córtex cerebral de um Touro seja bastante mais básico do que o Humano (o que faz com que a sua personalidade seja igualmente menos complexa), cada animal tem o seu próprio temperamento, fruto, como no Homem, de factores genéticos associados a experiências vividas. O que todos têm em comum dentro da espécie é a sua técnica de defesa, que utilizam sempre que se sentem em perigo. Isto não deve ser confundido com a chamada "natureza" do animal. Com certeza que um Touro saudável deixado em paz no campo não anda a atacar tudo o que se mexe.

A "arte" de tourear pode de facto ser considerada bonita e ter grande mérito artístico e principalmente técnico. Mas perde toda a legitimidade quando necessita de fazer sofrer física e psicologicamente animais para ser executada. Tal sofrimento não se pode exigir a um animal que nada tem a ver com o assunto. É injusto, prepotente e cobarde fazê-lo. Esta arte é bonita, mas injusta e cobarde e nenhuma arte pode ter mérito assim. Nesse aspecto penso que todos concordarão. É uma arte desonrosa, para utilizar a linha de valores da tauromaquia.

Não há qualquer justificação moral para se causar sofrimento a um animal para fins de entretenimento.

A recusa em ter consideração pelo sofrimento de um animal só pode ter origem em três factores: Falta de cultura, falta de educação ou falta de carácter.

É muito simples e pouco mais há a dizer sobre o assunto.

in www.animal.org

21 January 2008

Nunca digas nunca...

De um modo geral sou a favor de tudo o que são movimentos e associações de protecção animal... e também um confesso "activista" anti-touradas. Não ao ponto de ir para as manif’s e tal mas, sempre que posso não deixo de meter a minha farpa nas mentes pouco iluminadas desses aficionado(zinhos) da treta.
Gosto de animais, ponto final, e dá-me um certo, como direi, nojo todas as pessoas que maltratam ou simplesmente “apoiem” qualquer tipo agressão contra os animais só porque sim ou porque “é bem” ou por simples desporto.
Por isso, toureiros, caçadores e afins – É verdade mas, odeio-vos! – por mim, podem ir morrer lá bem longe!
Sempre me recusei a ver corridas de touros! Não só pela raiva que aquela merda me mete mas também, como é obvio, porque dali nunca nada iria conseguir despertar em mim qualquer tipo de sentimento positivo.
Mas entretanto, ontem, recebi este vídeo – que partilho – e ao vê-lo, surpreendentemente, tive o chamado “arrepio”.
Partilho-o porque… sim!
Chama-se “camaradagem, é isto” e em nada faz mudar a minha opinião acerca de touradas, toureiros, caçadores ou outros que tais.


17 January 2008

15 January 2008

O.B.

É normal, com a chegada do ano novo, fazerem-se as chamadas "resoluções de ano novo" só que este ano não tive cá com frescuras (ler em brasileiro) e caguei-me pró assunto.
Resoluções de ano novo, para mim, são como quando faço o totololo - batem todas ao lado - e como já perdi boa parte da minha preciosa paciência a falhar com tanto acerto... este ano, não houve promessas para ninguém.
Ou seja, o que for, será!
Se não for, também não faz mal porque não havia qualquer expectativa para que fosse.
E é com este espírito com que começo mais um ano!
Mas, não se pense que "...ah, e tal só porque não fiz nenhuma resolução de ano novo já tenho desculpa para deixar o barco andar à mercê da maré..." - Não, não não! Nada disso!
Tenho feito pela vidinha, e até muito! – Alguma coisa, vá! Bem... o que baste para já sentir aquela pontinha de orgulho em mim mesmo!

Daquilo que se pode saber e para que conste:

Já estou mesmo quase, quase inscrito no ginásio.
Sim, ainda falta o “quase”, eu sei, mas já não falta tudo.
Depois de muita reclamação deste e daquele com a já piadola fácil sobre a minha compleição física – acho que isso tem sido fruto da inveja, seus gordos e gordas feionas... que se vos acumula toda a merdinha que comem nesses vossos rabos, suas sereias(inhas) com cintura de vaca – decidi que podia fazer qualquer coisa para tornar-me no (ainda mais) irresistível-da-Cruz-de-Pau (feito). Ahahahh – é só moral! – é para compensar os dias em que me esquecia da auto-estima debaixo das palmilhas dos sapatos...
Portanto, não há-de tardar muito, e é ver-me qual Hercules (mas na versão jeitosa) a malhar no ferro a torto e a direito como se não houvesse amanhã – Já falta pouco. Está apenas por uma deslocação ao fotógrafo a fim de tirar as fotos necessárias para o cartão.
Na verdade, nunca fui muito adepto do ferro, confesso. Nem é tanto por causa do tal mito do rastilho e tal a e tal que... blá, blá, blá... bem, sabem a que me refiro – mas a verdade é que aquilo não tem muito a ver comigo, sei lá... estar ali... a olhar pro espelho a ver os músculos crescerem... Se fosse pra essa merda, comprava um bonsai e muito provavelmente vê-lo crescer seria muito mais rápido. Gosto de coisas mais dinâmicas, sei lá ... e em grupo de preferência, como no sexo! Entendem?
Bem, mas como entretanto já arranjei companhia – agora não tenho mesmo remédio e vou ter de experimentar! Está decidido!

Mas (já) há mais coisinhas, e assim!
Só que agora não me apetece contar.
Bem, se calhar até conto – não está a dar nada de jeito na TV e... merda por merda, sempre prefiro consumir aquela que sou eu a escrever.

É oficial! Divorcie-me da ponte 25 de Abril! Ou melhor, cansei-me das horas perdidas para atravessa-la diariamente. Ora para lá, ora para cá!
Bem feitas as contas, no final do mês eram umas 72 horas – É isso, 3 dias de vida em cada mês no pára-arranca! É capaz de ser um bocadinho, digo eu!
Portanto, das duas uma: Ou mudava de casa – cenário cada vez mais improvável, porque sim – ou então, como diz o meu pai, começava a levantar o cuzinho da cama cedo para, como as pessoas inteligentes, ir de transportes públicos.
Optei pela segunda!
E reparem que até chamei de “pessoas inteligentes” (agora dá-me um certo jeito incluir-me nesse lote) – sim porque acho que cada vez mais é um sinónimo de inteligência deixar o carrinho em casa e andar de transportes público.
Apesar dos muitos filmes que um gajo tem que gramar - desde pessoal que infelizmente não entende as inúmeras vantagens do banhinho matinal, passando pelos atropelos, empurrões e eteceteras... temos lá de tudo, é certo – mas a verdade é que compensa em todos os aspecto!
Não é só pelo tempo que se ganha (que é mais que muito) como, e este foi o factor decisivo, o dinheiro que se poupa. No meu caso, sem grandes exageros, cerca de 250 euros todos os meses.
Portanto, o balanço? Muito bom! Muito positivo!
Fiquei fã e agora, sou oficialmente “utente” (gosto tanto deste termo) da Fertagus!
Epá, dá para tudo – ler, ouvir mp3, dormir (se for caso disso) – é como o Tampax, só não dá é para andar a cavalo!

12 January 2008

1 mês e meio depois...

Sim, confesso! Conseguiram!

Ontem fiquei (mais uma vez) completamente surpreenido com o sistema (desta vez o judicial) deste nosso Portugal(zinho) da treta.
Eu, de um modo geral, até já sou um ferveroso adepto de tudo o que de bom cá temos - educação, saúde, finanças, os foços sociais e económicos cada vez mais evidentes e acentuados que separam ricos e pobres... epá um sem número de coisas boas que todos os dias me dão aquele orgulho(zinho) de ser tuga - mas ontem, confesso, superaram a minha já diminuta espectativa de que qualquer coisa nestes país pudesse vir a ser melhor do que já é.

Agradou-me especialmente ver a rapidez com que se arquiva um processo judicial, concretamente o do roubo da minha mota.
Mês e meio é (ou foi) mais que suficiente!
Quais apitos dourados, bragaparques ou casas pias. Esses só servem para estragar a média e manchar de negro este nosso fantásctico sistema judicial, vos garanto.

Dizia então na cartinha, que gentilmente fizeram o favor de enviar para cá pra casa (são uns amores), que "...foi proferido despacho de arquivamento no inquérito acima referenciado, originado na queixa apresentada...blá, blá, blá... nos termos do artigo tal e tal..."

Não é fantástico?!
Ora se eu tiver em consideração que a "queixa" foi apresentada há menos de mês e meio - quando me roubaram a mota - só tenho de ficar satisfeito. - Ãh, tanta rapidez e empenho não é para todos - sempre vale de alguma coisa ter uma cunhazita aqui e ali.
Por isso mesmo, queria desde já agradecer aos senhores da Justiça o enorme empenho que tiveram para que (mais uma vez) se fizesse justiça e se pudesse dar mais este caso por encerrado.

Porém, quer-me cá parecer que... não me lembro da mota ter aparecido! Será que os senhores se esqueceram de mandar a cartinha cá pra casa a avisar? Ou pior, encontraram-na e nem sequer a devolveram ao legítimo proprietário?!
Se não se lembram, eu recordo-vos que, a minha mota AINDA NÃO APARECEU, seus tansos!
E, quer também parecer-me que niguém terá feito realmente grande merda para que aparecesse. Ou será que até fizeram e não querem dizer-me para eu não achar que vocês são uns gabarolas?

Seja como for, como já aqui tinha dito há uns dias, nunca ninguém (nestes casos) faz o que quer que seja e naturalmente, o entalado é sempre o mesmo - neste caso fui eu.
É que se queriam lembrar-me disso, não precisavam ter-se incomodado ao ponto de mandar cartinhas. (In)felizmente continuo a pagá-la e todos os meses me recordo disso quando olho para a conta e a vejo mais pobre umas centenas de euros.
Ainda assim, obrigado por tudo o que (já) fizeram.

Estou tão feliz, que vou só ali só pra bater com a cabecinha na parede - só para relaxar!

E andamos nisto... há 2 anos, talvez.

Ou talvez até há mais um bocado, não sei.
Mas a verdade é que...



Há Amores Assim
(Donna Maria)

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t’aime j’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

Letra: Miguel Majer
Música: Miguel Majer e Ricardo Santos